CPMI do INSS cancela sessão de hoje após HC para Guga Lima
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS cancela sessão de hoje após HC para Guga Lima

Decisão de André Mendonça garante direito de não comparecer e de permanecer em silêncio

Sócio petista de Vorcaro ficou bilionário com ajuda de Rui Costa e Jaques Wagner
Foto: Paulo Mocofaya/Agência ALBA

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A sessão desta quarta-feira (11) da CPMI do INSS foi cancelada após o ministro do STF André Mendonça conceder habeas corpus a Augusto Ferreira Lima, empresário baiano e ex-sócio petista de Daniel Vorcaro no Banco Master, permitindo que ele não compareça ao colegiado.

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A decisão garante a Lima direito de silêncio, assistência por advogado, não subscrever termos ou compromisso de dizer a verdade, e proteção contra constrangimentos físicos ou morais.

Para o presidente da CPMI, Carlos Viana, a decisão de Mendonça representa “mais uma interferência no trabalho do Parlamento”: “Decisões monocráticas como essa acabam atrasando e dificultando o trabalho do Congresso Nacional na busca de respostas ao povo brasileiro sobre as graves irregularidades investigadas na Previdência Social”.

“Tenho agenda nesta quarta-feira com o ministro André Mendonça e levarei a ele, de forma respeitosa e republicana, o pedido para que essa posição seja revista. O que defendemos é o respeito ao trabalho do Congresso Nacional e o necessário reequilíbrio entre os Poderes”, escreveu Viana nas redes sociais.

Guga Lima, ligado ao núcleo petista na Bahia, era responsável pela área de consignado do Banco Master, com o CredCesta representando cerca de 50% do faturamento da instituição. Em 2020, ingressou na sociedade do banco, então chamado Banco Máxima, e levou o CredCesta como principal ativo.

Em maio de 2024, Lima deixou o Master. No ano seguinte, foi autorizado pelo Banco Central a adquirir o Banco Voiter, renomeado Pleno, concentrando nele operações de crédito consignado, incluindo o CredCesta, e aportando cerca de R$ 160 milhões.

Mais de 250 mil contratos de consignados vinculados ao Master apresentam indícios de irregularidades, incluindo casos suspeitos de contratação sem autorização dos beneficiários.

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