A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que busca apurar o escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias do INSS ganhou novo fôlego nesta semana com a adesão de mais parlamentares. As assinaturas continuam crescendo, consolidando o apoio à investigação no Congresso. O número atualizado agora é de: 230 deputados e 39 senadores.
Desde segunda-feira (12), a CPMI recebeu o apoio de mais sete deputados e três senadores. Os deputados Luisa Canziani e Dagoberto Nogueira foram os primeiros a aderir, no dia 13. Já no dia seguinte, 14 de maio, juntaram-se Ossesio Silva, Da Vitoria, Carlos Henrique Gaguim e Fausto Santos Jr. Nesta quinta-feira (15), o deputado Vitor Lippi também assinou o requerimento, além dos senadores Professora Dorinha Seabra, Romário e Fabiano Contarato.
A iniciativa foi protocolada no início da semana pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), com o objetivo de investigar o roubo de bilhões em descontos associativos indevidos, que atingiram milhões de aposentados e pensionistas do INSS. Na ocasião, o requerimento já contava com 36 senadores e 223 deputados, número que agora é ainda maior.
Parlamentares de diferentes partidos assinaram o pedido, como PL, Novo, Progressistas, PRD, Republicanos, Cidadania, PSDB, União, PSD, PSB, Avante, MDB, Podemos e Solidariedade. Nenhum nome dos partidos da base do governo, como PT, PSOL, PV, Rede e PDT, assinou o requerimento até o momento.
A CPMI tem como objetivo apurar responsabilidades e dar transparência às investigações sobre o esquema que, segundo estimativas do próprio governo, pode ter prejudicado até 9 milhões de beneficiários.
Há pouco mais de um ano, sindicatos e associações registraram uma média de 83 novos filiados por minuto em suas bases.
