O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) para definir a forma de escolha do próximo governador do Rio de Janeiro segue suspenso, enquanto o governador interino Ricardo Couto já iniciou mudanças na estrutura do governo, indicando expectativa de permanência no cargo.
Interlocutores afirmam que Couto recebeu sinalização de ministros da Corte de que não deixará o posto no curto prazo, diante da possibilidade de o impasse não ser resolvido a tempo para a realização de eleições diretas.
Com a perspectiva de continuidade, o interino passou a montar equipe própria. Foram substituídos o presidente do Rioprevidência e o chefe de gabinete. Outras trocas devem ocorrer em secretarias como Fazenda e Planejamento, áreas ocupadas por aliados do ex-governador Cláudio Castro.
Entre as nomeações, está Flavio Willeman para a Casa Civil. Também houve mudança no Gabinete de Segurança Institucional e na Secretaria de Governo.
O impasse no STF foi ampliado após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que defendeu aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a cassação de Castro.
Nos bastidores, ministros avaliam a possibilidade de novos pedidos de vista para evitar definição imediata do caso. Com isso, a tendência é de manutenção da interinidade até a eleição regular de outubro.
Durante evento recente, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que Couto tem respaldo da Corte para exercer o cargo de forma plena enquanto durar a situação provisória.
O julgamento envolve a definição entre eleições diretas ou indiretas para substituir Castro. O placar parcial indica maioria por eleição indireta, mas ainda há votos pendentes.
