Cortes de Lula ameaçam deixar aposentados sem receber
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Cortes de Lula ameaçam deixar aposentados sem receber

O corte de verbas feito pelo governo Lula ameaça travar o pagamento de aposentadorias e paralisar serviços do INSS, que alerta para risco de colapso na Previdência.
O corte de verbas feito pelo governo Lula ameaça travar o pagamento de aposentadorias e paralisar serviços do INSS, que alerta para risco de colapso na Previdência. Foto: Reprodução

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Por Redação

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Sem dinheiro para operar, o INSS alerta que tesourada do governo pode paralisar serviços e comprometer pagamentos

O INSS soou o alarme: os cortes e bloqueios de verbas determinados pelo governo Lula (PT) na última semana colocam em risco o funcionamento básico da Previdência Social.

O alerta veio dias depois de o próprio governo cortar R$ 190 milhões da verba destinada ao sistema de processamento de benefícios e limitar ainda mais a movimentação financeira do órgão, o que, segundo o INSS, torna impossível pagar contratos em andamento.

Segundo o órgão, a falta de recursos pode travar o processamento da folha de pagamento e comprometer o atendimento a milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.

Documentos enviados ao Ministério da Previdência mostram que o instituto pede um reforço de R$ 425 milhões, além do desbloqueio de outros R$ 142 milhões, para evitar a paralisação de contratos e serviços. Entre eles, o acordo com os Correios, que atende aposentados vítimas de fraudes em descontos indevidos.

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, enviou ofício pedindo a liberação imediata dos recursos. Até agora, silêncio. O Ministério da Previdência apenas afirmou que encaminhou o documento ao Planejamento.

Na prática, o bloqueio imposto pelo governo pode paralisar o call center, suspender mutirões de atendimento e deixar agências sem manutenção.

O próprio INSS admite o risco de ficar endividado sem respaldo orçamentário, o que pode gerar responsabilização dos gestores pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O quadro se agrava com a suspensão do programa que pagava bônus a servidores para acelerar a análise de pedidos de aposentadoria e pensão, um dos poucos mecanismos que reduziam a fila de espera.

Além disso, os cortes atingem contratos com a Dataprev e a Telebrás, que mantêm os sistemas usados para o pagamento de benefícios.

 

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