Comissão Especial da Câmara aprova novo Plano Nacional de Educação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Educação

Comissão Especial da Câmara aprova novo Plano Nacional de Educação

O parecer, relatado pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE), foi aprovado por unanimidade em votação simbólica
O parecer, relatado pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE), foi aprovado por unanimidade em votação simbólica. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Plano de metas para a próxima década exclui homeschooling e prevê internet em 75% das escolas

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o texto final do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que definirá as metas e diretrizes da política educacional brasileira para os próximos dez anos.

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O parecer, relatado pelo deputado federal Moses Rodrigues (União-CE), foi aprovado por unanimidade em votação simbólica e segue agora para análise do Senado, caso não haja recurso para votação no plenário.

O PNE, originalmente previsto para começar a vigorar entre 2024 e 2034, chega com um ano de atraso, o plano anterior, de 2014, precisou ter sua vigência prorrogada até o fim deste ano.

A versão aprovada organiza a política educacional em 19 objetivos estratégicos que abrangem toda a trajetória escolar, da educação infantil ao ensino superior, com foco na melhoria da qualidade, na ampliação do acesso e na valorização dos profissionais da educação.

Entre os objetivos, estão:

  • Conectar 50% das escolas públicas à internet de alta velocidade até o segundo ano de vigência da lei, ampliando o índice para 75% no terceiro ano;

  • Atingir investimento público equivalente a 10% do PIB em educação até 2034;

  • Expandir a oferta de ensino em tempo integral para metade das escolas públicas;

  • Reduzir o número de contratos temporários no magistério;

  • Melhorar a infraestrutura física e sanitária das unidades escolares;

  • Implementar ações de prevenção à violência e ao bullying nas instituições de ensino.

Homeschooling e termos polêmicos ficam fora do texto

A votação ocorreu após acordo entre as bancadas, o que permitiu a retirada de pontos considerados sensíveis.

Entre eles, a proposta de regulamentar o ensino domiciliar, o homeschooling, que havia motivado o adiamento da sessão anterior. O destaque apresentado pela Frente Parlamentar Evangélica foi retirado após entendimento interno, e o tema não integra o relatório final.

Também foram excluídas expressões como “identidade de gênero” e “orientação sexual”, a fim de reduzir resistências e viabilizar a aprovação consensual.

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