Indústria alerta que ruptura com os EUA trará sérios danos à economia
O setor industrial brasileiro criticou a nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos. Anunciada na quarta-feira (9) pelo presidente Donald Trump. A medida estabelece uma alíquota de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados a partir de 1º de agosto. A decisão foi comunicada pela Casa Branca e vai além das tarifas já existentes sobre aço e alumínio.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) respondeu por meio de nota, classificando a medida como desproporcional e infundada.
“Não existe qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A entidade pontuou ainda a interdependência entre os sistemas produtivos de Brasil e Estados Unidos, o que aumenta os danos potenciais à indústria nacional. Segundo a nota, os produtos americanos pagaram, em média, tarifa real de apenas 2,7% para entrar no Brasil em 2023, o que desmente o argumento de Washington.
A CNI também contestou a justificativa de déficit alegado pelos EUA na carta.
“Ao contrário da afirmação do governo dos EUA, o país norte-americano mantém superávit com o Brasil há mais de 15 anos”, observou.
De acordo com a confederação, a medida pode afetar diretamente a competitividade de cerca de 10 mil empresas brasileiras que exportam para o mercado americano.
“Uma quebra nessa relação traria muitos prejuízos à nossa economia”, advertiu a CNI.
