Ciro Nogueira cobra união da direita: “Está passando dos limites”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Ciro Nogueira cobra união da direita: “Está passando dos limites”

Ciro Nogueira pede união da direita, critica divisões internas e alerta que postura pode beneficiar Lula em 2026
Ciro Nogueira pede união da direita, critica divisões internas e alerta que postura pode beneficiar Lula em 2026 Em pronunciamento, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Foto: Pedro França/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Presidente do PP critica falta de “bom senso” e alerta para risco de favorecer Lula em 2026

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Progressistas, criticou nesta sexta-feira (26) a atuação da direita brasileira. Em publicação no X, escreveu: “Já está passando de todos os limites a falta de bom senso na Direita, digo aqui a centro direita, a própria direita e seu extremo”.

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Segundo o ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, a fragmentação pode comprometer as eleições de 2026. “Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez. Por mais que tenhamos divergências, não podemos ser cabo eleitoral de Lula, do PT e do PSOL. Não podemos fazer isso com o Brasil”, afirmou Ciro.

Ciro Nogueira nas redes sociais
Ciro Nogueira nas redes sociais

A fala de Ciro ocorre após declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre eventual candidatura ao Planalto em 2026, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneça inelegível. O alerta de Nogueira também surge em meio a dificuldades da direita em avançar pautas no Congresso, como o PL da Anistia e a PEC da Blindagem.

Congresso vive Guerra Fria com pautas

O PL da Anistia teve urgência aprovada na Câmara em 17 de setembro, mas enfrenta impasse sobre o alcance do perdão. O relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), defende um texto de revisão de penas, e não uma anistia ampla.

Já a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, foi rejeitada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Após a decisão, Eduardo Bolsonaro criticou os senadores, afirmando que optaram por manter “os poderes ilimitados da burocracia não eleita”.

Paralelamente, movimentos de esquerda organizaram atos no último domingo (21) contra a PEC e o PL. Em São Paulo, 43 mil pessoas foram às ruas, segundo monitoramento da USP. No Rio de Janeiro, 42 mil se reuniram na orla de Copacabana.

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