A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, rejeitou nesta manhã (03) a conclusão de uma investigação do USTR (Representante Comercial dos EUA), que aponta o uso de “trabalho forçado” no país asiático como forma de vantagem competitiva sobre produtores norte-americanos.
Na noite de ontem (02), o relatório do governo dos Estados Unidos concluiu que países como China e Brasil não teriam conseguido proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com “trabalho forçado”. Como resposta, Washington propôs tarifas adicionais de 12,5% sobre produtos desses países.
“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning em coletiva de imprensa.
Além da China, outros países também reagiram. O governo do Reino Unido afirmou estar em diálogo constante com Washington e disse adotar medidas para combater o trabalho forçado em cadeias de produção domésticas e globais, destacando que mantém negociações com os EUA sobre o tema.
