China critica tarifas dos EUA e promete resposta firme - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

China critica tarifas dos EUA e promete resposta firme

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Por Redação

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, defendeu nesta sexta-feira (7) a posição diplomática do país diante dos desafios globais, criticando as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e reafirmando o compromisso de Pequim com a estabilidade e a cooperação internacional. Segundo ele, a China continua sendo um “pilar” do multilateralismo, apesar do atual cenário geopolítico.

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Durante sua coletiva de imprensa anual, Wang Yi denunciou as tarifas adicionais aplicadas pelos EUA e alertou que Pequim responderá com firmeza. O governo americano elevou em 20% as tarifas sobre todos os produtos chineses importados, o que levou a China a retaliar com a aplicação de novas taxas sobre produtos agrícolas dos EUA.

A partir da próxima segunda-feira (10), produtos como sorgo, soja, carne suína e bovina, frutos do mar, frutas, vegetais e laticínios estarão sujeitos a um imposto adicional de 10%. Já o frango, trigo, milho e algodão poderão sofrer uma elevação de 15%.

“O mundo retornará à idade da pedra se cada país se concentrar apenas em suas prioridades nacionais e acreditar na força e no status. Os países menores e mais pobres pagarão o preço e a ordem internacional será afetada. As grandes potências devem assumir suas responsabilidades”, declarou Wang Yi.

China reforça alianças estratégicas

O chanceler chinês destacou o peso crescente dos países do Sul na economia mundial e elogiou os BRICS como um motor do crescimento global. Ele também ressaltou a importância da parceria da China com a África, onde há mais de 1.000 projetos de desenvolvimento em andamento.

Sobre a relação com a Rússia, Wang Yi descreveu a aliança entre os dois países como “uma força estabilizadora nos assuntos mundiais” e defendeu a China como mediadora na guerra da Ucrânia, reforçando o apelo por negociações de paz.

O ministro chinês também criticou a política externa dos EUA, afirmando que “não é a de um grande país responsável” e alertou que Pequim continuará respondendo às pressões de Washington.

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