O país defende uma solução diplomática para o fim do conflito
A China se pronunciou sobre o recente ataque de Israel ao Irã, ocorrido na última sexta-feira (13), classificando-o como “inaceitável“. De acordo com a mídia estatal da ditadura, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou por telefone com seu homólogo israelense, Gideon Star, para reiterar a posição de seu país contra “qualquer violação” da soberania iraniana.
Apesar da forte declaração, que se alinha à condenação emitida pelo Brasil, a China tem adotado uma postura mais cautelosa . Embora sejam parceiros comerciais, a relação entre os dois países não atinge a mesma proximidade que a aliança entre Israel e os Estados Unidos.
Wang Yi enfatizou que os chineses estão dispostos a desempenhar um papel “construtivo” nas negociações de paz, buscando uma “solução diplomática” para a crise.
A China é cautelosa em relação ao conflito, dado o volume de seus interesses econômicos na região. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde transita aproximadamente 25% do petróleo mundial e diversas cargas comerciais chinesas. Um eventual fechamento desse canal devido ao conflito poderia causar sérios prejuízos econômicos à China. Além disso, o Irã faz parte do projeto da Nova Rota da Seda.
Em 2021, China e Irã assinaram um acordo de cooperação estratégica que prevê investimentos chineses de US$ 400 bilhões em projetos de infraestrutura no país persa. Em contrapartida, o Irã concede benefícios nas vendas de petróleo produzido.
“A China se opõe a qualquer violação da soberania, segurança e integridade territorial do Irã, e se opõe a qualquer intensificação ou expansão de conflitos. A escalada repentina da situação regional não é do interesse de nenhuma das partes”, declarou o ministro Wang Yi.
