Grupo controlava campos de trabalho forçado online e explorava vítimas em jogos digitais
Onze membros de uma mesma família foram condenados à morte na China por comandar um esquema de exploração com “ciberescravos”. O grupo mantinha pessoas em condições análogas à escravidão em campos de trabalho, obrigando-as a jogar online para gerar lucros ilegais.
As sentenças foram anunciadas nesta terça-feira (30) por um tribunal da província de Hubei. De acordo com a imprensa estatal, as investigações apontaram que as vítimas eram submetidas a longas jornadas em frente ao computador, sem liberdade de locomoção, sob constante vigilância e com punições físicas em caso de insubordinação.
O caso ficou conhecido como um dos maiores do tipo já descobertos no país. Os condenados recrutavam pessoas vulneráveis em áreas rurais e as transportavam para galpões controlados pela família, onde eram forçadas a trabalhar em jogos online, minerando moedas virtuais e itens digitais vendidos em mercados paralelos.
Campos de exploração digital e condenação “exemplar”
Segundo a corte, a atividade rendia milhões de yuans por mês, com parte do dinheiro sendo lavado por meio de empresas de fachada. O grupo atuava havia pelo menos cinco anos antes de ser desarticulado pelas autoridades.
Além das 11 sentenças de morte, outros acusados receberam penas de prisão perpétua ou longas condenações. O tribunal justificou as execuções pela gravidade dos crimes e pelo “impacto social profundo” causado pela prática.
Organizações internacionais de direitos humanos criticaram a pena capital, lembrando que a China lidera mundialmente o número de execuções e não divulga dados oficiais sobre o tema.
