A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard (Republicano), pediu ao Departamento de Justiça a abertura de investigação contra o ex-presidente Barack Obama e ex-funcionários da segurança nacional por “conspiração”.
Em comunicado oficial, Gabbard afirmou ter “evidências avassaladoras que demonstram como, depois que o presidente Trump venceu a eleição de 2016 contra Hillary Clinton, o presidente Obama e os integrantes de seu gabinete fabricaram e politizaram a inteligência para preparar o terreno para o que foi essencialmente um golpe de anos contra o presidente Trump”.
A nota cita ainda o uso de um dossiê preparado por Christopher Steele, analista de inteligência britânico, que, segundo ela, sabiam ser pouco confiável.
“O uso criminoso e abusivo do poder, bem como a rejeição descarada da nossa Constituição, ameaçam os próprios alicerces e a integridade de nossa república democrática. Não importa o quão poderosas sejam, todas as pessoas envolvidas nessa conspiração devem ser investigadas e processadas com todo o rigor da lei, para garantir que nada parecido volte a acontecer.”
Gabbard anunciou ter entregue ao Departamento de Justiça todos os documentos relacionados à denúncia. Ex-deputada pelo Havaí, a diretora de Inteligência Nacional se candidatou à Presidência dos EUA em 2020 pelo Partido Democrata, mas deixou a corrida para apoiar Joe Biden. Em 2022, trocou de partido, alegando que a legenda estava “alimentando o racismo contra brancos” e que representava um governo “da e para a elite”.
Ao tomar conhecimento da decisão de Gabbard, Trump usou as redes sociais para ironizar Obama, publicando vídeo feito com IA no qual o ex-presidente é preso.
