Urgente: CGU e PF apuram desvio de recursos do Ministério dos Esportes - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Urgente: CGU e PF apuram desvio de recursos do Ministério dos Esportes

Metanol PF e Receita cumprem mandados em Minas e São Paulo contra esquema de tráfico internacional de drogas e descaminho
Foto: Divulgação/Polícia Federal

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Operação Korban mira associação que recebeu R$ 15 milhões em emendas para eventos de e-esportes

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira (29) a Operação Korban, que apura o desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassadas para a realização de eventos de esportes digitais.

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Segundo a investigação, um total de R$ 15 milhões foram repassados pelo Ministério do Esporte a uma associação do Distrito Federal entre 2023 e 2024, com base em termos de fomento financiados por emendas.

Os recursos seriam destinados aos Jogos Estudantis de Esportes Digitais (JEDIS).

A operação cumpre 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As diligências ocorrem no Distrito Federal, Acre, Paraná e Goiás. Também foram determinados bloqueios de contas bancárias e sequestro de veículos e imóveis ligados aos envolvidos. O valor total de bens indisponibilizados pode alcançar R$ 25 milhões.

A apuração teve início a partir de análises da CGU no contexto da ADPF 854, ação do STF que determinou maior controle e transparência na execução das emendas parlamentares. De acordo com a CGU, a destinação original dos recursos previa cursos profissionalizantes na área de jogos digitais e e-sports, voltados para estudantes da rede pública.

O Supremo Tribunal Federal autorizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Associação Moriá, a cinco de seus integrantes e a seis empresas subcontratadas, incluindo os sócios dessas empresas. O STF também permitiu o compartilhamento de dados com a Controladoria-Geral da União.

As emendas que deram origem ao repasse foram apresentadas pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pela ex-senadora Rose de Freitas (MDB-ES). Os parlamentares não são alvos da operação. Segundo os investigadores, os indícios de irregularidades estão concentrados na atuação da entidade privada junto ao Ministério, sem indícios de participação ou autorização dos congressistas até o momento.

A equipe deste site ainda não obteve resposta do Ministério do Esporte.

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