Agora: CCJ adia votação da PEC da maioridade penal
Brasília, Quarta, 15 de julho de 2026
Política

CCJ adia votação da PEC da maioridade penal após pedido da esquerda

Proposta reduz maioridade penal para 16 anos em crimes graves e segue travada após pedido de vista de deputados do PT, PSOL e PCdoB

ccj camara
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta quarta-feira (27) a votação da admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O adiamento ocorreu após pedido de vista apresentado pelas deputadas Sâmia Bomfim, Talíria Petrone, Érika Kokay e pelo deputado Orlando Silva.

O texto era o único item da pauta da CCJ nesta quarta-feira. Antes do pedido de vista, parlamentares rejeitaram uma tentativa de retirada da proposta da pauta do colegiado.

O parecer foi apresentado pelo deputado Coronel Assis, relator da matéria. No relatório, o parlamentar reuniu três propostas que tratam da redução da maioridade penal.

O modelo defendido pelo relator mantém a inimputabilidade para menores de 18 anos como regra geral, mas abre possibilidade de responsabilização criminal para adolescentes a partir dos 16 anos em casos específicos, como crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

O texto também prevê avaliação individualizada para verificar se o adolescente tinha capacidade de compreender o caráter ilícito do ato praticado.

Além disso, o parecer determina que adolescentes responsabilizados criminalmente cumpram pena em unidades separadas dos adultos.

A proposta principal analisada pela comissão foi apresentada pelo ex-deputado Gonzaga Patriota. A versão original previa redução da maioridade civil e penal para 16 anos, além de voto obrigatório a partir dessa idade.

Coronel Assis retirou os trechos relacionados a direitos políticos e capacidade civil. Segundo o relator, as mudanças foram feitas para evitar que temas distintos fossem tratados na mesma PEC.

O relatório também incorporou proposta do deputado Capitão Alden, que prevê exceção à inimputabilidade para crimes hediondos e atos de extrema crueldade, desde que exista comprovação técnica da capacidade de entendimento do adolescente.

Outra proposta analisada foi apresentada pela deputada Julia Zanatta. O texto prevê redução mais ampla da maioridade penal para 16 anos e possibilidade de responsabilização criminal de adolescentes entre 12 e 16 anos em crimes violentos, hediondos ou contra a vida.

A admissibilidade na CCJ é apenas a primeira etapa da tramitação. Caso seja aprovada, a PEC seguirá para uma comissão especial antes de ser submetida ao plenário da Câmara dos Deputados.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade