Castro pede cautela e defende direito de defesa de Bacellar
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Castro pede cautela e defende direito de defesa de Bacellar

Cláudio Castro pede cautela no caso Bacellar, defende ampla defesa e nega relação entre exonerações e operação da PF no Rio
Foto: Rafael Campo/Gov.RJ

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Por Redação

Governador afirma que aguarda avanço das investigações sobre prisão do chefe da Alerj

O governador Cláudio Castro (PL) pediu cautela diante das acusações que levaram à prisão preventiva do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Em coletiva nesta sexta-feira (5), afirmou não ter acesso ao processo e disse que o parlamentar deve ter garantido o direito constitucional à ampla defesa.

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“Acusação é acusação. A gente já viu recentemente um secretário de estado ser preso e, 30 ou 60 dias depois, todo o processo ser cancelado pela Justiça. Tem que tomar muito cuidado nessas análises. É uma prisão preventiva. Acho que tem que esperar as investigações”, declarou. Castro disse também aguardar esclarecimentos no curso do inquérito e reforçou que servidores envolvidos com o crime devem ser punidos. “A gente torce para que nenhum agente público se envolva com eles. Quem fizer mal feito tem que ser punido exemplarmente, onde estiver.”

Bacellar permanece detido na Superintendência da PF, no Rio. A investigação apura suposto vazamento de informações que teria beneficiado o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, acusado de ligação com o Comando Vermelho. Trocas de mensagens indicariam que Bacellar soube da operação e alertou o investigado, que deixou o imóvel um dia antes da ação policial.

A CCJ da Alerj remarcou para segunda-feira (8) a reunião que analisará o caso antes de levar o parecer ao plenário. Caberá ao Legislativo decidir, por maioria simples, se mantém a prisão preventiva. A comissão também avalia como aplicar a decisão de Alexandre de Moraes, do STF, que determinou o afastamento de Bacellar.

Segundo a PF, durante a operação foram cumpridos mandados em vários endereços ligados ao parlamentar. No veículo oficial, agentes encontraram R$ 90 mil em espécie. A defesa de Bacellar nega envolvimento com criminosos e afirma que não houve vazamento de informações. Já os advogados de TH Joias dizem que a relação entre os dois era exclusivamente profissional.

A decisão do STF também solicitou ao governo do Rio logs do SEI e do Diário Oficial referentes à exoneração de Rafael Picciani e à nomeação de Rodrigo Dantas Scorzelli para a Secretaria de Esporte e Lazer, ocorridas poucas horas após a prisão de TH Joias. Para a PF, a troca seria uma “célere manobra regimental” para devolver Picciani ao cargo ocupado pelo investigado, evitando o desgaste político.

Castro rebateu. Disse que a substituição já estava prevista e citou registros da época para explicar que a mudança fazia parte de um acordo político durante votações econômicas. “Um processo não tem nada a ver com o outro. Já foi respondido ao Supremo Tribunal Federal. Houve ali uma disputa política sobre votações importantes. Essa narrativa de que houve manobra não procede.”

Na quinta-feira (4), o governo do Rio divulgou nota defendendo o devido processo legal e afirmando confiança no trabalho técnico do STF e da PF. “Rodrigo Bacellar é chefe do Poder Legislativo do Rio de Janeiro e é necessário garantir o direito ao devido processo legal. Todos os esclarecimentos solicitados pelo STF ao Executivo já foram respondidos”, diz o texto.

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