Castro critica STF por limites às operações policiais
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Castro critica STF por limites às operações policiais

Cláudio Castro, Governador do Rio de Janeiro Foto: Reprodução
Cláudio Castro, Governador do Rio de Janeiro Foto: Reprodução

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Por Redação

Governador afirma que medida aumenta instabilidade e pede cautela ao Judiciário

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a criticar nesta terça-feira (25) os limites impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) às operações policiais em comunidades.

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Durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Castro afirmou que a ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, teria contribuído para o crescimento do Comando Vermelho (CV) nos últimos anos.

Segundo o governador, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, entre 2019 e 2023, o CV foi a facção criminosa que mais expandiu território no país. “Não sou eu que estou falando isso, é o relatório do CNJ”, disse Castro, atribuindo o avanço ao que considera uma limitação excessiva às ações policiais impostas pela decisão do STF.

Megaoperação e disputa pela segurança pública

Castro também defendeu a megaoperação realizada há quase um mês contra o Comando Vermelho, que deixou 124 mortos e se tornou a ação policial mais letal da história do estado.

O governador afirmou que a operação revelou a presença de criminosos vindos de outras unidades da federação.

Da última operação, 40% ou dos neutralizados ou dos presos eram de outros estados. Então mostra que, se não resolvermos o Rio, dificilmente conseguiremos resolver o Brasil”, afirmou.

Além das críticas ao STF, Castro também se posicionou contra trechos da PEC da Segurança Pública que tramita na Câmara dos Deputados. Para ele, a proposta, que busca reorganizar competências e integrar atividades policiais, pode prejudicar a atuação das forças de segurança estaduais.

O governador defendeu que cada polícia mantenha suas atribuições específicas. “Se quer se ter os ciclos, que sejam dentro das suas competências, e cada polícia seja autônoma dentro de seu ciclo.

Não dá para investigar e o outro operar. Isso é desserviço para a segurança pública”, afirmou.

O relator da PEC, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), pretende apresentar o parecer na segunda quinzena de novembro. O desafio será atender aos interesses divergentes: enquanto parte da direita pressiona por maior autonomia dos estados, setores da esquerda defendem maior centralização federal e padronização das políticas de segurança.

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