Casa Branca usou Bolsonaro para justificar laboratório tarifário
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Casa Branca usou Bolsonaro para justificar laboratório tarifário

Márcio Coimbra - ALive - Casa Branca usou Bolsonaro para justificar laboratório tarifário
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

“Não acredito que tarifas foram instrumento usado para derrubar prisão”

O programa ALive, apresentado pelo jornalista Claudio Dantas, destacou nesta sexta-feira (21) a suspensão, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, da tarifa adicional de 40% sobre 249 produtos brasileiros.

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A lista de Trump inclui café, carne bovina, petróleo, frutas, minérios e itens ligados à indústria aeronáutica.

O analista internacional Márcio Coimbra, que participou do programa de hoje, afirmou que o governo americano “usou a desculpa de Jair Bolsonaro para usar o Brasil como laboratório tarifário e como laboratório de respostas para as próximas ações que eles iriam tomar”.

“Eu, pessoalmente, não acredito que as tarifas foram um instrumento usado para derrubar a prisão do Jair Bolsonaro”, disse Coimbra.

Quando anunciou as tarifas, Trump justificou a imposição das taxas extras alegando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era alvo de uma “caça às bruxas” no Brasi.. O americano também citou censura promovida pelo Judiciário brasileiro “a plataformas de mídia social dos EUA”.

“A Magnitsky, sim, tem uma relação direta com a questão do Bolsonaro. Agora, as tarifas, não”, afirmou o analista internacional. “Eu acredito que as tarifas, elas não foram impulsionadas por este assunto. E se o governo americano usou esse assunto para justificar as tarifas, eu acredito que foi no intuito de arranjar uma desculpa”.

Segundo ele, Trump dizer “que iniciou negociações com Lula e com o governo brasileiro e que isso levou os Estados Unidos a dar esse passo atrás” é uma “desculpa política”: “Não foi isso que fez ele voltar atrás. Não foi isso que fez ele ceder. Ele precisava de uma desculpa política”.

“Ele arranjou a desculpa política dele, mas a gente sabe que o que permeia essa negociação, o que permeou, o que está por trás disso, são outros interesses. São interesses eleitorais, são interesses econômicos, são pressões de grupos que vieram do Brasil e foram aos Estados Unidos e efetivamente conseguiram fazer com que as barreiras caíssem para 250%”.

Segundo ele, os americanos são “um povo muito pragmático”: “No momento que você começa a ter relações comerciais com reflexos econômicos que fazem mal ao governo americano e à população americana, os americanos, eles vão tomar o caminho da racionalidade econômica”.

“Eles não vão tomar o caminho da ideologia. A ideologia acaba onde entra o dinheiro”, afirmou Coimbra. “Não existe ideologia que resista ao poder da economia. A economia sempre vai falar muito mais alto. E os americanos, eles estão fazendo isso nesse momento”.

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