Carol Sponza: “Se voto é secreto, fecha o Congresso” Carol Sponza afirmou que parlamentares só temem perder votos e criticou o sigilo na votação da PEC das Prerrogativas, apontando acordão no Congresso.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Carol Sponza: “Se voto é secreto, fecha o Congresso”

Screenshot

Compartilhe em

Foto do autor

Por Adrian Almeida

Sponza também criticou articulação de líderes do Centrão em defesa do foro privilegiado

A advogada e cientista política Carol Sponza criticou durante sua participação no programa ALive desta quarta-feira (17) a articulação que tenta avançar a PEC das Prerrogativas no Congresso Nacional. Para ela, o maior temor de parlamentares é perder apoio popular, e não enfrentar investigações ou restrições jurídicas, para isso, não deve haver voto secreto.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

“Não pode existir qualquer tipo de sigilo no Congresso, não importa se vai ter ameaça disso ou daquilo. Gente, a única coisa que parlamentar tem medo é de voto, é de perder voto. Se o eleitor não tem como saber o que a pessoa que ele escolheu para estar ali o representando pensa, fecha o Congresso, né? Fecha o Congresso”, disse.

Sponza lembrou que a bancada do Novo havia defendido o voto aberto, mas a posição foi atropelada por uma manobra de lideranças partidárias. “Hoje já passaram o trator por cima… o Congresso vai sempre tentar se proteger”, afirmou.

Ela também rebateu críticas direcionadas à direita nas redes sociais e disse que a PEC, apresentada como uma forma de resguardar a atuação parlamentar, se transformou em um acordo amplo que inclui benefícios a dirigentes de partidos.

“Já estão puxando o foro privilegiado para eles também. Lideranças do PL, que a gente sabe que tem todo tipo de rabo preso, liderança de todos os partidos do Centrão, puxando, porque tem muito presidente de partido”, apontou.

Sponza ainda questionou a paralisia de propostas antigas que tratam do fim do foro privilegiado, lembrando que há apoio dentro do Congresso Nacional, mas nunca avanço real. Para a advogada, as negociações atuais representam um retrocesso em relação às pautas defendidas pela direita.

“Quando a gente tem aquele respiro de esperança de que essa pauta avançaria, por ser um pacotão de anistia, de fim do foro privilegiado e de impeachment, vem… é um atropelo geral de qualquer das pautas que a direita defende. Então, de novo, o golpe está aí. Parabéns Hugo Motta e Alcolumbre”, ironizou.

Assista ao programa:

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade