A comemoração do assassinato do ativista de direita Charlie Kirk por figuras públicas de esquerda, como o historiador Eduardo Bueno (“Peninha”), reacendeu o debate sobre extremismo político e os limites da liberdade de expressão. Para a comentarista Carol Sponza, do programa Alive, do canal Claudio Dantas, o episódio revela um debate político “capturado por uma turma completamente desequilibrada”.
“Esse vídeo desse sujeito [Eduardo Bueno], eu tenho que [chorar] por ele, que é um psicopata. O debate foi capturado por uma turma completamente desequilibrada”, afirmou no programa desta segunda-feira (15). Ela questionou a seletividade do discurso e citou o caso de Daniel Silveira, preso por suas declarações, enquanto outras pessoas que proferem discursos igualmente “horrorosos” não são responsabilizadas.
Entre os exemplos mencionados, estão um estagiário da Defensoria Pública do Rio de Janeiro que pediu a morte do deputado Nikolas Ferreira, e a comemoração da morte de Kirk por uma “chefe do editorial” de uma influente publicação de moda, com a frase “que alegria quando os fascistas morrem em agonia”.
A repercussão dos comentários de ódio sobre a morte de Charlie Kirk tem levado a diversas consequências. O historiador Eduardo Bueno teve um evento cancelado pela PUC-RS após declarar que “é sempre terrível um ativista ser morto por suas ideias, exceto, exceto quando é o Charlie Kirk”.
Empresas como Recife Day Clinic, Unimed Recife, Arena RM, Theatro Municipal de São Paulo, Volpe Mídia, Nasdaq, Delta Airlines e American Airlines anunciaram o desligamento ou suspensão de funcionários e colaboradores envolvidos.
Charlie Kirk, cofundador da organização conservadora Turning Point USA (TPUSA), foi morto a tiros no pescoço enquanto discursava ao ar livre na Utah Valley University. Tyler Robinson, 22, foi preso pelo FBI na sexta-feira (12) após confessar o homicídio.
