O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (18) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta sinais de abatimento físico durante o cumprimento de pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Segundo ele, a saúde do pai pode chegar a um “ponto de não retorno”.
A declaração foi publicada nas redes sociais após visita realizada na chamada “Papudinha”, onde o ex-chefe do Executivo cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenação na ação penal que tratou da tentativa de golpe de Estado.
Carlos relatou que encontrou o pai “sonolento e abatido” e demonstrou preocupação com a permanência prolongada no ambiente prisional. Ele também descreveu ter organizado livros e utensílios permitidos na cela, além das marmitas enviadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que conteriam mensagens de incentivo.
O ex-vereador afirmou ainda que o quadro vem se agravando ao longo dos dias e criticou o que chamou de normalização da situação. Em publicação anterior, na segunda-feira (16), já havia informado que o pai passou mal e seguia sob monitoramento.
Novo pedido de prisão domiciliar
A defesa do ex-presidente protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um novo requerimento de prisão domiciliar humanitária. O caso será analisado pelo ministro da Corte Alexandre de Moraes, responsável pela execução da pena.
Os advogados sustentam que não seria necessário aguardar uma piora irreversível do quadro clínico para reconhecer inadequação do regime de custódia e citam precedentes, entre eles o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve benefício semelhante.
Pedidos anteriores apresentados no fim do ano passado foram rejeitados.
Condições de custódia
Bolsonaro está detido desde 15 de janeiro em uma sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal. A transferência ocorreu para ampliar condições de atendimento médico e rotina de visitas, incluindo possibilidade de exercícios e fisioterapia.
O espaço possui cerca de 54 m² e estrutura com quarto, banheiro, cozinha, sala e área externa, sendo ocupado apenas por ele.
Laudo pericial da Polícia Federal aponta doenças crônicas como hipertensão arterial, apneia do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, refluxo gastroesofágico e aderências intra-abdominais, além de queratose actínica. A defesa utiliza essas condições para sustentar o pedido humanitário.
