Cantor Belo aparece em relatório da PF sobre vazamento de informações
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Cantor Belo aparece em relatório da PF sobre vazamento de informações

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Relatório da PF cita cantor Belo em apuração sobre vazamento de dados da Operação Zargun

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Foto com desembargador mostra proximidade com Rodrigo Bacellar e Belo

O cantor Belo é citado em relatório da Polícia Federal que embasa a investigação sobre o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. O documento integra a segunda fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (16), que resultou na prisão do desembargador Macário Ramos Judice Neto.

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Segundo a PF, Belo não é investigado nem indiciado. Ele aparece no relatório após ter enviado ao deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil) uma foto tirada ao lado do desembargador. Para os investigadores, a imagem e as mensagens associadas servem para demonstrar a proximidade entre Judice Neto e Bacellar.

O relatório aponta que o encontro ocorreu em um shopping. Na troca de mensagens, Belo escreveu: “Nossa família. Estou com Macário aqui. Encontrei no shopping, nosso desembargador aqui”. A PF sustenta que o conteúdo ilustra a relação de amizade entre os envolvidos.

Judice Neto foi o magistrado responsável por expedir, em setembro, o mandado de prisão contra o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, alvo central da Operação Zargun. A apuração indica que dados da operação teriam sido repassados de forma irregular a investigados, o que levou à deflagração da Unha e Carne.

Entre os alvos da investigação está Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ele foi preso na primeira fase da operação, em 3 de dezembro, e posteriormente solto por decisão do plenário da Casa, mas segue sob investigação. A PF afirma que há indícios de que Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun.

Na decisão que autorizou as medidas, o ministro Alexandre de Moraes afirmou haver indícios de atuação para obstruir investigações envolvendo facções criminosas. A investigação segue em andamento, sob sigilo parcial.

Até a última atualização, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região e a defesa do desembargador não haviam se manifestado.

 

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