Comissão da Câmara aprova projeto que libera FGTS para compra de armas
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Política

Comissão da Câmara aprova projeto que libera FGTS para compra de armas

Proposta autoriza saque anual do fundo para aquisição de armamento, munições e itens de segurança

O texto é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS). Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Comissão de Segurança Pública (CSP) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (12) um projeto de lei que permite o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de armas de fogo. A proposta avançou sem debate entre os parlamentares e agora seguirá para análise de outras três comissões da Casa antes de chegar ao Senado.

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O texto é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS) e teve parecer favorável do relator Paulo Bilynskyj (PL-SP).

A medida autoriza trabalhadores com contas vinculadas ao FGTS a sacar recursos para adquirir armas legalizadas, além de munições e acessórios considerados essenciais para armazenamento seguro do armamento.

Pela proposta, o saque poderá ser realizado anualmente no mês de aniversário do trabalhador, ou no primeiro dia útil seguinte. O valor liberado deverá corresponder ao custo da arma, da quantidade anual de munições permitida e dos itens de segurança relacionados à guarda do equipamento.

Para ter acesso aos recursos, o trabalhador precisará apresentar autorização válida para compra da arma e comprovar regularidade nos sistemas de controle da Polícia Federal ou do Exército, como o Sinarm e o Sigma. O projeto também mantém as exigências já previstas na legislação para aquisição de armas, como avaliação psicológica, capacidade técnica e ausência de antecedentes criminais.

Ao defender a proposta, Pollon argumentou que o FGTS possui caráter de proteção ao trabalhador e afirmou que o direito à defesa pessoal também deve ser contemplado pelo fundo.

“O Estado brasileiro, ao permitir que o trabalhador saque seu FGTS para adquirir a casa própria, pagar tratamento de saúde ou enfrentar situação de calamidade pública, reconhece que o fundo tem natureza protetiva e finalística. Da mesma forma, é perfeitamente legítimo permitir o saque para que o cidadão possa garantir sua proteção física e patrimonial”, afirmou o parlamentar.

Críticos da proposta, por outro lado, questionam o uso do FGTS para aquisição de armamentos e defendem que os recursos continuem restritos às finalidades tradicionais do fundo, como habitação, aposentadoria e situações emergenciais.

A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões de Finanças e Tributação, Trabalho e Constituição e Justiça. Caso não haja recurso para votação em plenário, o texto poderá seguir diretamente ao Senado.

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