O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou o presidente Lula por, em sua visão, provocar a tensão com os Estados Unidos. Pré-candidato à Presidência da República, ele disse que a taxação de 50% imposta por Trump é resultado da postura de Lula, que estaria criando uma “falsa visão de que estaria interessado em desenvolver a soberania brasileira” com fins eleitorais.
“Lula provocou toda essa situação. É a mesma trajetória de Hugo Chávez, quando criou a tese do imperialismo e rompeu com os Estados Unidos”, afirmou Caiado ao Gazeta do Povo, classificando a política externa do governo como “inaceitável” e “inviável” para a indústria e o emprego no Brasil.
Questionado sobre sua presença na festa de aniversário da esposa do ministro Gilmar Mendes, o governador defendeu sua liberdade de agenda e afirmou não aceitar “patrulha” sobre seus compromissos. Ele disse que, se eleito presidente, buscará diálogo com todos os poderes, mas sem abrir mão de suas convicções.
Caiado declarou que seu primeiro ato, caso chegue à Presidência, será “anistiar todos os envolvidos no 8 de janeiro, inclusive o presidente Bolsonaro”.
O governador também ponderou sobre a ideia de impeachment de Alexandre de Moraes como solução para a crise institucional, questionando a prioridade da pauta. “Qual a prioridade: tirar Alexandre de Moraes ou vencer Lula em 2026?”, perguntou.
Para o pré-candidato, o impeachment de um ministro do STF não resolve o problema do país, e a solução real é ganhar a eleição e implantar uma “anistia ampla, geral e irrestrita”.
Por fim, ele defendeu uma disputa aberta entre os candidatos de direita no primeiro turno para, no segundo, todos se unirem em apoio ao mais votado, com o objetivo principal de “tirar o Lula”.
