Caso Master: CAE do Senado pede auditoria da CGU na CVM
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CAE do Senado pede auditoria da CGU na CVM por falhas no caso Master

Presidente interino da CVM, João Accioly admitiu irregularidades detectadas desde 2022 no caso do banco de Vorcaro

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Por Redação

Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pediram à Controladoria-Geral da União (CGU) a abertura de auditoria na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por possíveis falhas e omissões na fiscalização das operações do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

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O pedido foi apresentado pelo presidente da CAE, Renan Calheiros, e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF), Soraya Thronicke (Podemos-MT) e Leila Barros (PDT-DF). O grupo se reuniu ontem (25) com o ministro-chefe da CGU, Vinicius Marques.

Um dia antes, na própria CAE, o presidente interino da CVM, João Accioly, classificou as fraudes financeiras identificadas no Master como um “engana que eu gosto”.

Segundo Accioly, havia um “alinhamento perverso” entre gestores e investidores para fraudar balanços e permitir a continuidade da emissão de CDBs, com envio de informações falsas ao Banco Central.

“Tinha um alinhamento perverso de incentivos entre gestores e investidores para manter uma ficção contábil. É um engana que eu gosto. Por que que ele gosta de ser enganado? Porque ele coloca, no balanço dele, que ele tem um balanço muito mais robusto e isso permite que ele siga emitindo CDBs. Lá, para o Banco Central, parece que ele tem uma solidez que não tinha”, disse durante audiência.

O dirigente interino afirmou que a CVM detectou movimentações atípicas do Master desde 2022. Segundo ele, a falta de pessoal e de orçamento atrasou a conclusão dos processos de apuração.

“A CVM sabia desde 2022, desde antes até, e não que é não fez nada; ela fez vários processos, está fazendo. Alguns poderiam ser mais rápidos. Realmente, o pessoal trabalha além da capacidade máxima. E aí você vê que tem acúmulo de processos por pessoas e aquilo poderia ser mais rápido se tivesse mais gente. Mas também tem recursos tecnológicos que precisam ser feitos”, alegou Accioly.

Ele ainda classificou o caso Master como “peculiar” e disse que a própria instituição atuou para superdimensionar fundos nos quais investia. “Ainda por cima se deu por meio de fundos exclusivos, que não têm oferta pública”, acrescentou.

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