GT da CAE defende acesso a documentos sigilosos sobre caso Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

GT da CAE defende acesso a documentos sigilosos sobre caso Master

Liderada por Calheiros, comissão se reuniu com PF e STF para acompanhar investigações

Segundo Calheiros, o colegiado tem competência legal, inclusive para a quebra do sigilo das operações financeiras. Foto: Antonio Augusto/STF.

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Por Redação

O Grupo de Trabalho (GT) da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, liderado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), solicitou acesso a documentos sigilosos das investigações sobre fraudes no Banco Master durante reuniões com o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, às 17h, e com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, às 19h.

“Entregamos pedido de informações, inclusive sigilosas. São vários inquéritos, alguns em alguns estados, e o diretor [da PF] também vai disponibilizar assessoramento técnico de modo a agilizar as informações que nós pretendermos no âmbito da Polícia Federal”, afirmou.

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Segundo Calheiros, o colegiado tem competência legal, inclusive para a quebra do sigilo das operações financeiras.

“A Lei Complementar 105, aprovada em 2001, estabelece como competência das comissões permanentes do Parlamento poder quebrar inclusive sigilos”, disse.

O senador destacou ainda a função permanente da CAE na fiscalização, em contraste com comissões parlamentares de inquérito (CPIs), que têm caráter temporário.

“Eu assinei as CPIs e defendo quantas CPIs quiserem fazer. O trabalho da CAE não vai conflitar com o trabalho eventual de qualquer CPI. Nosso trabalho é permanente. A CPI é sempre temporária”, explicou.

Ele defendeu a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para prestar depoimento.

“Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, deveríamos começar a fase de depoimentos ouvindo Vorcaro”, disse Calheiros.

Além da PF e do STF, o GT da CAE tem buscado informações junto ao Banco Central e ao Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de subsidiar propostas de aprimoramento da legislação, da fiscalização e do papel da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Participaram das agendas desta quarta-feira os senadores: Renan Calheiros (MDB-AL), Esperidião Amin (PP-SC), Izalci Lucas (PL-DF), Fernando Farias (MDB-AL), Margareth Buzetti (PP-MT), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).

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