O Brasil participou nesta quarta-feira (4) de uma reunião em Washington sobre minerais críticos, conduzida pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que apresentou planos para criar um bloco comercial voltado à exploração, fornecimento e processamento desses insumos estratégicos.
O governo brasileiro ainda não decidiu se irá integrar formalmente o grupo. Fontes do Planalto afirmam que qualquer adesão dependerá de análise detalhada sobre os benefícios concretos para o país, envolvendo diálogo entre o Itamaraty, o Ministério de Minas e Energia e outros órgãos.
O tema ganha relevância após a China ter restringido a exportação de terras raras, essenciais para indústrias automotiva e tecnológica, no ano passado, o que levou os EUA a intensificar esforços para garantir abastecimento seguro de minerais críticos.
O Brasil tem despertado interesse internacional pelo seu potencial geológico. O país possui reservas significativas de terras raras — a segunda maior do mundo, atrás apenas da China — além de cobre, níquel e nióbio, embora conte com poucos projetos em desenvolvimento avançado.
O Ministério de Minas e Energia reforçou que o país permanece aberto a iniciativas internacionais que promovam cooperação, atração de investimentos e desenvolvimento tecnológico, em diálogo com parceiros estratégicos como EUA, União Europeia e China.
Na segunda-feira (2), os Estados Unidos anunciaram o Projeto Vault, pacote estratégico de minerais críticos com US$ 12 bilhões em financiamento público e privado. Segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, 55 países participaram das negociações, incluindo Coreia do Sul, Índia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo.
