Guerra em Gaza é usada como pretexto para barrar homenagem ao Estado judeu
O presidente Lula deixou vencer o prazo legal para sancionar o projeto de lei que institui o “Dia da Amizade entre Brasil e Israel”, aprovado em junho pelo Congresso. Com a omissão do petista, coube ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgar a medida. A decisão de Lula veio após recomendação do Ministério das Relações Exteriores, que avaliou que “o momento não seria oportuno” diante do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.
O parecer do Itamaraty, revelado pela Gazeta do Povo, mostra a disposição do governo Lula em evitar qualquer gesto diplomático que possa ser lido como apoio a Israel.
A justificativa para o veto informal foi que a guerra em Gaza já teria causado a morte de mais de 55 mil pessoas. Apesar disso, o mesmo ministério diz valorizar a relação com Israel e cita que o Brasil abriga a segunda maior comunidade judaica da América Latina.
O projeto, agora convertido em lei, estabelece 12 de abril como data comemorativa da amizade entre os dois países, marcando a criação da primeira missão diplomática brasileira em território israelense.
Desde o início da ofensiva de Israel contra o Hamas, o presidente tem feito declarações polêmicas, acusando Tel Aviv de praticar “genocídio”. O governo Lula também decidiu ainda aderir à ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que acusa Israel de crimes contra a humanidade.
O governo de Benjamin Netanyahu nega as acusações de genocídio, afirma que as ações militares têm o objetivo de eliminar o Hamas e acusa a comunidade internacional de ignorar os ataques terroristas sofridos por seu povo.
Enquanto isso…
O Irã agradeceu ao Brasil pelo apoio durante o conflito contra Israel. A declaração foi feita pelo embaixador iraniano em Brasília, Abdollah Nekounam, em coletiva de imprensa na sede diplomática.
