EUA ainda não liberaram documentos de autoridades brasileiras
O Brasil manifestou ao comitê de relações com o Estado-sede da ONU preocupação com o atraso na concessão de vistos a autoridades brasileiras escaladas para a assembleia-geral da entidade, prevista para o dia 23. A questão foi discutida em reunião em Nova York na última sexta-feira (12).
Até o momento, alguns pedidos de visto continuam pendentes, incluindo o do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Temos indicação do governo americano que os que ainda não foram concedidos estão em vias de processamento. Não tenho como especular sobre qual vai ser o resultado desse processamento”, disse o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, Marcelo Marotta Viegas em coletiva à imprensa.
Segundo ele, a concessão de vistos é uma decisão soberana dos EUA. “Ainda que nos casos dos vistos para participação na assembleia da ONU exista uma obrigação claramente estabelecida no acordo de sede que obriga conceder esses vistos. Qualquer medida que não se conforme com o que está estabelecido no acordo é uma violação legal”, completou.
O governo brasileiro não soube informar quantas autoridades ainda precisam do visto. A demora ocorre em meio a medidas do governo de Donald Trump contra o Brasil, incluindo a tarifação de 50% sobre produtos brasileiros e a revogação de vistos de Alexandre de Moraes e de dois servidores ligados ao programa Mais Médicos, em 2013.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcará para Nova York no próximo fim de semana e ficará até o dia 25. Na terça-feira, fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, seguido pelo presidente americano. A agenda inclui eventos sobre democracia, clima e a criação do Estado palestino.
