Em prisão domiciliar desde agosto, o ex-presidente só recebeu advogados e familiares
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu hoje (10) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a liberação de visitas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e de outros parlamentares da legenda.
Os advogados destacam a importância de Costa Neto, argumentando que, “pela condição de dirigente máximo da agremiação partidária, torna indispensável o contato direto e permanente” com Bolsonaro. Em outro trecho, afirmam que a presença do dirigente “reveste-se de relevância singular, não apenas pela função de liderança política, mas também pela necessidade de coordenação das atividades partidárias em âmbito nacional”.
Além de Valdemar, a solicitação inclui o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e os deputados federais Altineu Côrtes (PL-RJ), Carol de Toni (PL-SC) e Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia.
Desde que foi colocado em prisão domiciliar, em 4 de agosto, Bolsonaro só pode receber visitas de familiares próximos e advogados, já que Moraes não autorizou encontros com lideranças políticas.
A defesa pede que o acesso dos dirigentes seja livre, como já ocorre com advogados. Caso contrário, sugere que as visitas sejam permitidas às terças, quartas e quintas-feiras, “evitando-se, assim, a reiteração de pleitos a cada encontro”.
