Durante o lançamento de um manifesto em defesa das liberdades, promovido pelo Movimento Advogados de Direita Brasil nesta quinta-feira (10), os participantes pediram a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro esteve presente no evento, que reuniu cerca de 400 pessoas no Setor de Clubes Sul, em Brasília.
O documento elaborado pelo grupo será encaminhado à Organização dos Estados Americanos (OEA). Além de Bolsonaro, também participaram da cerimônia a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcel van Hattem (Novo-RS), o senador Magno Malta (PL-ES) e o desembargador aposentado Sebastião Coelho.
A presidente nacional do movimento, Géssica Almeida, fez duras críticas à atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao denunciar a violação de prerrogativas da advocacia.
“Não podemos admitir que advogados não tenham acesso integral aos autos de processos para os quais estejam constituídos. Não podemos aceitar de forma alguma que a advocacia seja silenciada ou tolhida, não podemos tolerar a interceptação de advogados no exercício do seu mister e a divulgação de conversas entre patronos e clientes. O advogado não pode ser confundido com seu cliente. As prerrogativas profissionais do advogado são invioláveis e não são privilégios, pois o destinatário da franquia da inviolabilidade profissional é o cidadão, titular dos direitos patrocinados, não o advogado, mero intermediário”, afirmou.
O ex-desembargador Sebastião Coelho também discursou e incentivou a ampliação do movimento.
“Precisamos de agentes multiplicadores nos rincões do Brasil”, afirmou.
Mais cedo, Bolsonaro se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a inclusão da proposta de anistia na pauta da Casa. Em entrevista a um podcast, o ex-presidente demonstrou confiança.
“Se a gente conseguir as assinaturas, ele vai colocar em votação, tenho certeza disso”.
