O ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou agora há pouco uma nota criticando o aumento do IOF anunciado pelo governo Lula . Ele lembrou que, em sua gestão, editou o Decreto nº 10.997/2022 que previa a redução do IOF sobre o câmbio até zero em 2028.
Na nota, Bolsonaro afirmou que a medida fazia parte de um conjunto de ações de desoneração tributária com foco na atração de investimentos, redução do custo do crédito e geração de empregos.
“Infelizmente, o atual governo, em sua ânsia por elevar a arrecadação, reverteu essa política e anunciou um aumento generalizado nas alíquotas do IOF câmbio”, disse o ex-presidente.
Segundo ele, a decisão da equipe de Haddad desestimula investimentos e encarece o crédito, prejudicando a economia brasileira.
O ex-presidente também afirmou que está em articulação com lideranças do Partido Liberal para tentar barrar o aumento no Congresso Nacional. “O país não suporta mais a elevação constante da alta carga tributária”, completou.
O ex-presidente ainda destacou medidas de alívio fiscal adotadas em seu mandato, como a isenção de impostos federais sobre combustíveis em 2022 e a redução de 35% no IPI de cerca de 4 mil produtos.
O novo aumento do IOF, proposto pela equipe econômica de Lula, foi anunciado na quinta-feira (22), mas parte das mudanças acabou sendo revista após forte reação negativa do mercado.
Veja a íntegra da nota:
“Decreto nº 10.997 de março/2022, do então Pres Jair Bolsonaro, ZERAVA a alíquota do IOF/câmbio até 2028.
Essa iniciativa integrou um conjunto de medidas de desoneração tributária promovidas ao longo de seu governo, visando estimular o investimento, reduzir o custo do crédito no país e gerar empregos.
Infelizmente, o atual governo, em sua ânsia por elevar a arrecadação, reverteu essa política e anunciou um aumento generalizado nas alíquotas do IOF câmbio.
Trata-se de uma decisão que tende a desestimular investimentos e encarecer o acesso ao crédito, com efeitos negativos sobre a economia brasileira.
Já estou em conversas com lideranças do Partido Liberal para avaliarmos a possibilidade de barrar mais esse aumento de impostos promovido pelo governo Lula.
O país não suporta mais a elevação constante da alta carga tributária.
Nós demos outros exemplos em 2022 como a dos impostos federais dos combustíveis que foram zerados, além da redução de 35% do IPI de 4.000 produtos.”
