O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou a indicação do deputado Filipe Barros (PL-PR) para presidir a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados. Em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, na noite desta terça-feira (18), Bolsonaro destacou a importância do cargo e denunciou o que considera ser uma aproximação perigosa do governo Lula com a China.
“Conversei com o líder do partido, o deputado Sóstenes, também com o primeiro vice do partido, que é o Altineu, e a última indicação nossa é o Filipe Barros, lá do Paraná. O Zucco continua como líder da minoria, então tá tudo bem acertado, temos bons nomes pra botar lá, mas optamos pelo Filipe Barros, e tenho a certeza que será um trabalho muito bom realizado por ele”, afirmou.
Bolsonaro falou ainda sobre 37 memorandos de entendimento assinados entre Brasil e China, que incluem setores estratégicos como mineração e energia nuclear.
“O grande problema dessa comissão são os 37 memorandos de acordos assinados entre Brasil e China. Os mais importantes ali são de mineral estratégico, urânio. Ou seja, a China não tem esse material o suficiente, e vieram aqui buscar o nosso urânio”, declarou.
O ex-presidente criticou a condução do governo Lula na política externa e lembrou a fala do presidente Donald Trump sobre a tentativa de não utilizar o dólar como moeda nas transações.
“O governo está o tempo todo flertando com ditaduras, flertando com quem tem alguma animosidade com outros países que não interessam pra gente. Nada contra a China. Devemos manter a nossa balança comercial com tudo que for possível”, disse Bolsonaro.
Ele também mencionou a pressão do PT para barrar Eduardo Bolsonaro da presidência da CREDN.
“Tanto é verdade que o PT fez uma carga enorme, até junto algumas autoridades do Poder Judiciário, pra que o Eduardo não fosse presidir essa comissão”, denunciou.
Apesar da mudança na indicação, Bolsonaro garantiu que Filipe Barros manterá uma linha alinhada com Eduardo Bolsonaro, que seguirá acompanhando as pautas da comissão mesmo à distância.
“O contato, a afinidade do Filipe Barros com o Eduardo é muito grande. E pode ter certeza, o Filipe tem sua autonomia na comissão, mas sempre vai se manter antenado com o Eduardo, que está lá nos Estados Unidos”, concluiu.
