Fabiano Silva dos Santos é um cara legal, me dizem. Deve ser legal lá no Prerrô, grupo que reúne advogados petistas. No comando dos Correios, sua conduta me parece ilegal e imoral.
Nos últimos dias, Santos trocou seu diretor de Negócios para acomodar um apadrinhado de Davi Alcolumbre, que promete blindá-lo na CPI dos Correios — ainda não instalada.
Na sequência, anunciou a contratação de quatro agências de publicidade que, em tese, dividirão uma conta de R$ 380 milhões. As escolhidas foram as agências Cálix, Filadelfia, Puxe Comunicação e Jotacom Comunicação e Publicidade.
O que me assusta é Santos gastar essa fortuna, enquanto deixa de pagar fornecedores e acumula um déficit histórico.
Empresas de transporte intermunicipais e interestaduais já começaram a reclamar que não estão recebendo — uma conta de R$ 120 milhões só em fevereiro. Sem transporte, vale lembrar, não há entrega de encomendas.
Consta ainda que a empresa terceirizada que atua em nome dos Correios no Aeroporto de Guarulhos também está com o contrato suspenso por falta de pagamento. Lembrando que a estatal fechou 2024 com um prejuízo de ao menos R$ 3,2 bilhões e, este ano, já acumula outro bilhão de déficit.
Só falta Santos confirmar que fechou com a InfraCommerce para estruturar seu marketplace, considerando que o processo correu fora das vistas da sociedade e que a empresa citada passa por grave crise financeira, com números semelhantes à da própria estatal.
