BC afirma que alertas sobre o Master são sigilosos
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Economia

BC afirma que alertas sobre o Master são sigilosos

Autoridade monetária diz que informações do FGC e da Febraban sobre fiscalização têm proteção legal

BC registra prejuízo de R$ 120 bi sob Galípolo em 2025

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Por Redação

O Banco Central afirmou que são sigilosos o número e o conteúdo dos alertas feitos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pela Febraban sobre problemas do Banco Master.

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A resposta foi dada ao Poder360 por meio da Lei de Acesso à Informação. Segundo o BC, dados relacionados à fiscalização de instituições específicas estão protegidos por sigilo legal, com base nos artigos 5º e 6º do Decreto 7.724 de 2012.

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025, após investigações por gestão fraudulenta e desvio de R$ 11,5 bilhões. O Banco Central não detalhou o trabalho de fiscalização nem as medidas preventivas adotadas antes da liquidação, que resultou no maior prejuízo da história do FGC.

O Poder360 apurou que ao menos 38 alertas foram feitos à autoridade monetária. O FGC informou que não comenta situações envolvendo instituições associadas. A Febraban não respondeu aos questionamentos enviados em 5 de janeiro.

Entre 2023 e 2024, o Banco Master mais que dobrou de tamanho. Os ativos passaram de R$ 36,8 bilhões para R$ 82,7 bilhões. No mercado, havia suspeitas sobre a falta de liquidez da instituição desde o fim de 2024.

Em março de 2025, foi anunciada a compra do Master pelo BRB. Segundo o BC, a confirmação das fraudes ocorreu apenas em junho de 2025, e a liquidação foi decretada em 18 de novembro, mesmo com alertas prévios do FGC.

Em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, afirmou que irregularidades bilionárias em carteiras de crédito só foram identificadas após o BRB registrar os dados no Sistema de Informações de Créditos. Ele não explicou por que esses créditos não haviam sido detectados antes pelos supervisores do Banco Central.

O BC informou ao Tribunal de Contas da União que buscou uma solução de “menor custo para a sociedade” e que interromper captações evitou uma exposição estimada de R$ 51 bilhões ao FGC.

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