Barroso diz que não tem “nenhum problema com vitórias de conservadores” Barroso encerra mandato no STF e alerta contra extremismo e intolerância, defendendo que impeachment siga regras e crimes graves como base.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Barroso diz que não tem “nenhum problema com vitórias de conservadores”

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Por Redação

Sobre o impeachment de ministros do STF, ele diz que deve ter base em indícios de crimes graves

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (26) que não teme uma eventual maioria conservadora no Senado após as eleições de 2026, mas demonstrou preocupação com o extremismo e a intolerância.

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“Eu não tenho nenhum problema com vitórias de conservadores. Tenho problema com o extremismo, com a intolerância, com você querer tirar do jogo quem não gosta”, disse

Barroso, que encerra seu mandato à frente do Supremo na próxima segunda-feira (29) disse que deve ganhar o político que obter mais votos de forma democrática, sendo conservador ou não.

“Quem tiver mais voto, ganha, mas tem que jogar de acordo com as regras do jogo.”

Questionado sobre a possibilidade de o Congresso abrir processo de impeachment contra integrantes do STF, o ministro destacou que o procedimento deve seguir razões fundadas e pode ser barrado pelo Supremo. Ele reforçou que impeachment só deve ocorrer quando houver indícios de crimes graves, como corrupção, respeitando o controle constitucional.

Barroso comenta o legado de sua gestão

Para Barroso, o legado da sua gestão pode ser visto nas medidas implementadas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), como o Exame Nacional da Magistratura, criado para uniformizar o ingresso de novos integrantes do Judiciário.

Ministro Barroso faz balanço de gestão em conversa com jornalistas que cobrem o Tribunal
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O ministro relembrou ainda que conduziu o Supremo em meio a um contexto de ataques à institucionalidade, segundo ele, e citou sanções impostas pelos Estados Unidos, que cancelaram vistos de ministros da Corte, entre eles Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Por fim, o magistrado defendeu que, apesar das divergências políticas, o respeito às regras e à democracia deve ser preservado para garantir a estabilidade das instituições.

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