Nova versão do MED promete agilizar reembolsos, reduzir golpes e reforçar a segurança
O Banco Central anunciou uma nova atualização no sistema de segurança do Pix, trazendo mudanças significativas para o MED (Mecanismo Especial de Devolução).
O objetivo é aumentar a eficácia na recuperação de valores em casos de golpes, fraudes ou transferências feitas sob coerção, situações que têm se tornado cada vez mais frequentes no país.
A analista de economia Débora Oliveira explicou que a nova versão do MED passa a rastrear automaticamente todo o trajeto percorrido pelo dinheiro entre diferentes instituições financeiras.
Antes, esse acompanhamento dependia de verificações manuais e comunicações mais lentas entre os bancos, o que atrasava a investigação e dificultava o bloqueio de valores.

Com o aprimoramento, as instituições financeiras agora conseguem compartilhar informações em tempo real, permitindo que o sistema identifique movimentações suspeitas com mais precisão.
O novo mecanismo também facilita a localização de recursos que são rapidamente espalhados por várias contas com o objetivo de camuflar o golpe, prática comum entre criminosos.
Especialistas estimam que essa atualização pode reduzir em até 40% o número de fraudes bem-sucedidas envolvendo Pix.
Para o usuário, a principal mudança é a possibilidade de reembolso em até 11 dias após a contestação, prazo muito mais curto que o sistema anterior, que podia levar meses para concluir a investigação.
A nova versão do MED está em operação desde 23 de novembro e se tornará obrigatória para todos os participantes do sistema a partir de 2 de fevereiro de 2026.
