ATAQUE: oposição a Maduro fica sem luz em embaixada protegida pelo Brasil - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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ATAQUE: oposição a Maduro fica sem luz em embaixada protegida pelo Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A embaixada da Argentina em Caracas, que abriga cinco opositores de Nicolás Maduro e está sob proteção do Brasil desde julho de 2024, teve a energia cortada, após o colapso do gerador que fornecia energia ao local na madrugada desta terça-feira (18). A denúncia foi feita por Magalli Meda, ex-chefe de comunicação da campanha de María Corina Machado, principal rival do regime chavista.

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Sem luz, água e comunicação com o exterior, os exilados denunciam que o regime chavista, que já havia cortado serviços essenciais, intensificou ainda mais o cerco ao grupo.

A líder oposicionista María Corina Machado usou suas redes sociais para condenar a falha no gerador e a inação da comunidade internacional, chamando a situação de “tortura pura e dura”.

O que está acontecendo?
• Seis opositores de Maduro estão asilados na embaixada desde março de 2024.
• O grupo integrou a campanha de María Corina Machado, barrada pelo chavismo nas eleições.
• Após a expulsão do corpo diplomático argentino da Venezuela, o Brasil assumiu a custódia da embaixada a pedido do governo Javier Milei.

“Na madrugada de hoje, 18 de fevereiro, a pequena usina que nos mantinha parcialmente abastecidos com energia elétrica entrou em colapso”, denunciou Meda. “Reiteramos nosso apelo urgente ao cumprimento da Convenção de Caracas sobre Asilo Diplomático e da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”, escreveu no X.

Desde que Maduro expulsou diplomatas de países que contestaram sua reeleição, os opositores venezuelanos relatam cortes de energia e água, além de cercos policiais frequentes. Em novembro de 2024, já haviam acusado o regime de restringir serviços básicos da embaixada.

Os opositores abrigados na embaixada são: Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Omar González e Humberto Villalobos.

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