Argentina: Parlamentares trocam agressões na Câmara em dia de protestos nas ruas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Argentina: Parlamentares trocam agressões na Câmara em dia de protestos nas ruas

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Em meio aos protestos que tomaram Buenos Aires nesta quarta-feira (12), a Câmara dos Representantes da Argentina se tornou o centro das atenções. Os deputados Oscar Zago e Lisandro Almirón protagonizaram uma briga que incluiu empurrões e troca de socos.

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O confronto teria sido motivado pelo apoio do partido de Zago a uma comissão investigativa. Quando a votação sobre a “normalização” da Comissão de Impeachment estava prestes a ocorrer, os ânimos se exaltaram. “A situação fugiu do controle”, relatou um parlamentar presente.

Outros deputados intervieram para separar os dois e evitar uma escalada da violência. A confusão não parou por aí. As deputadas Lilia Lemoine e Marcela Pagano também se enfrentaram em uma discussão acalorada. Rocío Bonacci, aliada de Pagano, arremessou um copo d’água em Lemoine.

O caos culminou com a suspensão da sessão pelo parlamentar Martín Menem durante uma votação. “Isso é um reflexo do desgoverno que estamos vivendo”, criticou um opositor.

A Argentina, mergulhada em crises políticas e econômicas, agora vê o circo parlamentar virar mais um capítulo de instabilidade. Enquanto o governo tenta abafar escândalos como o da criptomoeda Libra e a emergência em Bahía Blanca, a imagem do Congresso se deteriora ainda mais.

“Nunca vi um vexame tão grande”, afirmou Martín Menem, presidente da Câmara, ao presenciar os socos trocados entre os parlamentares.

“O Congresso está funcionando normalmente”, afirmou Martín Menem, enquanto as imagens da briga viralizavam nas redes sociais.

A sessão também foi acompanhada por protestos violentos nas ruas de Buenos Aires. Torcedores de clubes de futebol e aposentados, insatisfeitos com as políticas de Milei, entraram em confronto com a polícia, resultando em 124 detenções e dezenas de feridos. “A situação saiu do controle”, admitiu a ministra da Segurança, Patricia Bullrich.

Enquanto isso, a oposição tentou abrir um processo de impeachment contra Milei, mas a proposta foi barrada por 128 votos a 104. “Para surpresa de ninguém”, ironizou a deputada Paula Penacca, criticando setores que impediram o avanço do processo.

Milei se defendeu alegando que promoveu a criptomoeda de “boa fé” e que os investidores estavam cientes dos riscos. No entanto, o escândalo e a violência no Congresso deixam claro que sua gestão caminha para um colapso.

 

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