Após vencer Nobel da Paz, Corina agradece Trump e o povo venezuelano
Brasília, Domingo, 05 de julho de 2026
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Após vencer Nobel da Paz, Corina agradece Trump e o povo venezuelano

Michel Temer envia felicitação a María Corina Machado por Nobel da Paz, mas Planalto e Itamaraty seguem sem reação oficial à premiação
Temer parabeniza María Corina por Nobel da Paz. Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Líder da oposição dedica prêmio à luta por liberdade e exalta apoio ao presidente dos EUA

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta sexta-feira (10) que o Prêmio Nobel da Paz de 2025 é uma homenagem não apenas ao povo da Venezuela, mas também ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano) a quem agradeceu pelo apoio “decisivo” à luta contra o regime de Nicolás Maduro.

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A ativista e ex-deputada recebeu a notícia do prêmio ainda na madrugada, em uma ligação do diretor do Instituto Nobel. Ao comentar a conquista, disse sentir-se honrada, mas ressaltou que a batalha por liberdade e democracia em seu país ainda está longe do fim.

“Este reconhecimento é um impulso para concluir nossa tarefa: conquistar a liberdade”, escreveu nas redes sociais. “Hoje, mais do que nunca, contamos com o presidente Trump, com o povo dos Estados Unidos, com os povos da América Latina e com as nações democráticas do mundo como nossos principais aliados”, declarou.

Casa Branca, porém, não a parabenizou

A menção a Trump gerou reações imediatas. O governo norte-americano, por sua vez, não parabenizou diretamente a laureada, em vez disso, criticou o Comitê Nobel, acusando-o de politizar a premiação. “O Comitê do Nobel provou que eles colocam a política na frente da paz”, declarou Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca.

Trump, que já havia reivindicado o Nobel da Paz por sua atuação em questões internacionais, é um apoiador declarado de Corina e chegou a se pronunciar publicamente em sua defesa após sua breve prisão, durante protestos contra a reeleição de Maduro em 2024 — um pleito amplamente questionado por fraudes e falta de transparência.

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