O sistema elétrico nacional de Cuba entrou em colapso hoje (16), deixando praticamente toda a população da ilha sem energia.
O operador estatal informou que houve uma “desconexão completa” da rede elétrica, o que provocou um apagão generalizado em todo o país, que tem cerca de 10 milhões de habitantes.
O episódio ocorre em meio à crise energética que atinge a ilha e se agravou nos últimos meses. O governo cubano afirma que a escassez de combustível foi intensificada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.
Segundo o ditador Miguel Díaz-Canel, o país não recebe carregamentos de petróleo há mais de três meses, o que compromete a geração de energia nas termelétricas responsáveis pela maior parte da eletricidade da ilha.
Grande parte da energia cubana depende de usinas movidas a combustíveis fósseis. Sem suprimento regular de petróleo, a rede elétrica passou a operar com capacidade reduzida e sofreu sucessivos apagões nos últimos anos.
A crise energética se intensificou após mudanças no cenário regional. O fornecimento de petróleo da Venezuela — principal fonte externa de energia para Cuba — foi interrompido depois da queda do governo de Nicolás Maduro, aliado histórico de Havana.
Sem combustível suficiente, hospitais, transporte público e outros serviços passaram a operar com restrições. Em alguns casos, procedimentos médicos chegaram a ser adiados por falta de energia e combustível.
O cenário também provocou tensão social. Nos últimos dias, protestos foram registrados em cidades do país após sucessivos apagões e escassez de produtos básicos.
Diante da crise, o governo cubano confirmou que iniciou conversas com autoridades americanas para discutir possíveis soluções para o bloqueio energético e a escassez de petróleo.
*Com informações da Agência Reuters
