Amorim fala “defesa sul-americana” diante de ofensiva de Trump
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Amorim fala “defesa sul-americana” diante de ofensiva de Trump

EUA incluem Cartel dos Sóis na lista de organizações terroristas e ampliam sanções contra Nicolás Maduro

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Por Redação

Conselheiro de Lula propõe mediação com Maduro

O assessor especial da Presidência, embaixador Celso Amorim, afirmou nesta quinta (6) que o Brasil deve assumir uma postura de “defesa sul-americana” diante da ação militar dos Estados Unidos no entorno da Venezuela.

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Ao mesmo tempo em que defende equilíbrio e mediação, Amorim e Lula optam por uma interlocução próxima ao regime chavista.

“Nós temos que defender a América do Sul. Nós vivemos aqui. O Brasil tem fronteira com 10 países. Não estamos discutindo uma coisa distante… Estamos discutindo uma coisa na nossa fronteira praticamente. É natural”, disse o ex-chanceler, citando o risco de contágio de um conflito na região.

Lula vai antecipar a saída de Belém, onde participa da COP-30, para viajar à Colômbia e tratar do tema em encontro regional.

O assessor especial da Presidência, embaixador Celso Amorim.
O assessor especial da Presidência, embaixador Celso Amorim. Foto: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados/ Agência Brasil

A decolagem está prevista para sábado (8). A pauta será o principal foco da cúpula Celac-União Europeia, em Santa Marta, no domingo (9).

Integrantes do Palácio do Planalto admitem temor de que o embate com os EUA contamine negociações comerciais já agendadas, inclusive o diálogo sobre tarifas entre o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira, previsto para o dia 11, no Canadá.

O presidente sugeriu a criação de uma mesa de mediação e ofereceu-se para interlocução direta com Nicolás Maduro, velho aliado.

Desde o início das operações americanas próximas à costa venezuelana, Washington posicionou navios, caças e aeronaves de vigilância e afirma ter explodido 16 embarcações; 67 mortes foram registradas desde o início das ações.

Os Estados Unidos classificaram o suposto “Cartel de Soles” como organização terrorista e colocaram Maduro no centro das acusações de envio de drogas para o território americano.

Como reflexo dessa escalada, fontes relatam que o Pentágono e agências de inteligência ofereceram ao presidente Donald Trump três alternativas operacionais, cada uma com custos e riscos crescentes:

Ataques aéreos contra instalações militares venezuelanas, para minar apoio a Maduro, medida que poderia enfraquecer as defesas do regime, mas também radicalizar adesões locais;

Emprego de forças de Operações Especiais (como Delta Force ou SEAL Team 6) para captura ou eliminação de lideranças, opção que traria risco direto à vida de militares e civis;

Operação antiterrorista de grande alcance para tomar aeroportos, campos petrolíferos e infraestrutura estratégica.

O Departamento de Estado oferece recompensa de US$ 50 milhões pela prisão ou condenação de Maduro. Autoridades americanas já admitiram estudar ataques em solo para golpear cartéis envolvidos no narcotráfico.

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