Amigo de Lula foi sondado por piloto que acusa Rueda em caso de aeronaves e PCC Amigo de Lula, advogado Rochinha foi procurado por piloto que acusa Antônio Rueda, mas recusou o caso e indicou outro defensor. União Brasil nega.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Amigo de Lula foi sondado por piloto que acusa Rueda em caso de aeronaves e PCC

Lula e o advogado Rochinha
Lula e o advogado Rochinha

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Por Redação

Luiz Carlos da Rocha, o “Rochinha”, indicou outro advogado para o caso

O advogado Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Rochinha e amigo do presidente Lula, disse ter sido sondado para defender o piloto Mauro Caputti Mattosinho, autor de acusações contra o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Ele, porém, afirmou ter recusado a causa por não ser criminalista e indicou outro profissional.

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Em depoimento à Polícia Federal no fim de agosto, Mattosinho afirmou que Rueda seria o verdadeiro dono de ao menos quatro aeronaves ligadas a investigados por suspeita de lavar dinheiro para o PCC. O presidente do União Brasil nega as acusações.

Antonio Rueda vira alvo de acusações sem provas
Antonio Rueda vira alvo de acusações sem provas

Rochinha contou que o piloto o procurou, mas sem informar quem havia feito a indicação. À Folha, Mattosinho disse que chegou ao advogado por meio de um conhecido da área jurídica e negou ter recebido qualquer orientação ou ajuda de integrantes do governo.

“Um deles me passou o contato de um advogado chamado Rocha. Falou, ‘liga para esse cara aqui que ele é muito bom e talvez possa te ajudar’”, disse.

O piloto afirmou ainda estar em conversas com o advogado Eduardo Stevanato, indicado por Rochinha, mas sem contrato assinado até agora.

Lula e Rochinha são próximos

Rochinha é próximo de Lula desde a prisão do petista na Lava Jato. Ele passou a atuar ao lado do primo Manoel Caetano em Curitiba, a partir de indicação do também advogado Roberto Teixeira, sogro do atual ministro do STF, Cristiano Zanin. Caetano hoje preside a Comissão de Ética da Presidência da República.

Os dois advogados visitaram Lula quase diariamente durante os 580 dias em que o petista ficou preso na Superintendência da Polícia Federal do Paraná. Segundo a biografia escrita por Fernando Morais, Rocha e Caetano recusaram honorários e se tornaram parte do círculo íntimo de Lula, acompanhando inclusive sua saída da prisão em novembro de 2019.

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