ALive: Vorcaro se infiltrou de maneira "impressionante" nas instituições
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Vorcaro se infiltrou de maneira “impressionante” nas instituições

Segundo Costa, dono do Master buscou “proteção de quem aplica o direito penal”.

Adriano Soares da Costa - ALive: Vorcaro se infiltrou de maneira "impressionante" nas instituições
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Durante participação no ALive desta quarta-feira (04), o advogado Adriano Soares da Costa afirmou que Daniel Vorcaro montou um “modus operandi” eficiente, no qual “corrompeu” servidores do Banco Central (BC) e, “muito provavelmente”, “pessoal da polícia e do Ministério Público”.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Para o ex-juiz, é “chocante” e “impressionante” a “capacidade de infiltração que o Volcaro teve nas instituições públicas”.

Costa disse que o dono do Master se utilizou de “um sistema em que o próprio Judiciário passa a ter contratos através de interpostas pessoas, de familiares, enfim, com essa organização criminosa”. “Você termina criando relações pessoais e relações de interesse econômico que dão uma certa, uma total proteção a essas organizações”, ressaltou.

Segundo o advogado, instalou-se no Brasil a “cultura da violência física, da violência jurídica, da violência institucional”. Para ele, a possivel corrupção de servidores do BC envolvidos com o banqueiro “é muito próprio de um momento que nós estamos” vivendo, marcado pela fragilidade no combate à corrupção e ao apadrinhamento.

“Vorcaro buscou o apoio e a proteção de quem aplica o direito penal. E com isso obteve, no primeiro momento, um certo sucesso de liminares que o protegiam e protegiam as provas [do caso Master]”, afirmou o advogado. “É uma mistura de tanta coisa aí, que pode ficar até indigesto”.

O programa de hoje abordou a 3ª fase da Compliance Zero, da PF, que levou à prisão de Vorcaro e aliados pela formação de uma “milícia privada” para coagir e ameaçar desafetos. Segundo a PF, servidores do BC, que ocupavam cargos estratégicos e foram alvos da ação, prestavam “consultoria informal” ao dono do Master.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE:

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade