Durante o programa ALive desta segunda-feira (30), o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e a cientista política Carol Sponza criticaram a decisão de Cristiano Zanin que suspendeu a realização de eleições indiretas para o governo do Rio.
O ministro do STF é favorável ao voto direto, divergindo da maioria do STF no plenário virtual da Corte. A Corte decidirá, no dia 8 do próximo mês, se a eleição ao mandato-tampão de governador do RJ será indireta ou direta no plenário físico da Corte.
Segundo Bonetti, o PL tem “esperança de ganhar na Justiça” e que seja mantida a eleição indireta no Rio. Anteriormente, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito o novo presidente da Alerj e, consequentemente, se tornaria governador do Rio de acordo com a linha sucessória do Estado. No entanto, a Justiça anulou a sessão da assembleia.
Ainda de acordo com o senador, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), cujo partido acionou a Corte contra a eleição direta no RJ, “não medirá consequências para chegar à cadeira do governo” do Estado.
“A gente espera, sinceramente, sem nenhuma dose de ironia, é que o Supremo faça o que lhe cabe, que é guardar a Constituição [e manter eleições indiretas no RJ]”, afirmou. “A regra constitucional é bastante clara quanto a isso”.
“Nós estamos confiantes de que a linha sucessória do Rio será respeitada. Não há precedente na história do Brasil de, vamos dizer, que haja uma ‘furação de fila’. Isso nunca existiu no Brasil e a gente tem muita confiança de que isso será respeitado”, completou.
“Vamos encerrar aqui no Rio a carreira do ex-prefeito Eduardo Paes. E eu tenho certeza de que, em outubro também, a gente vai encerrar a carreira do atual mandatário Lula”, finalizou Bonetti.
Já para Sponza, a tentativa de eleições diretas no RJ é “Eduardo Paes querendo ganhar no tapetão” e que o presidente Lula (PT), aliado do ex-prefeito, “tem todo o interesse” no Estado: “É o que eu falei na minha fala anterior: ‘O Lula não pode perder o estado do Rio de Janeiro. E ele está desesperado’”.
“O eleitor carioca também está de saco cheio. O eleitor carioca, por mais progressista que seja, está de saco cheio do que a gente está vivendo”, continuou Sponza.
Segundo a cientista política, que é contra a eleição de Paes, a maioria dos eleitores cariocas pensa da seguinte forma: “Como todo mundo vê político como sendo corrupto e não sendo uma coisa boa, vamos nesse aqui que pelo menos a gente já sabe o que faz”.
Ainda de acordo acordo com Sponza, Paes não é o candidato favorito ao governo do Rio, apenas o mais famoso: “A partir do momento em que a gente tiver um candidato forte, competitivo [na direita], o Eduardo não é franco-favorito. E mais, ele negligenciou muita segurança da cidade e vai negligenciar igual a do Estado”.

