Master, Fictor e o aporte de R$ 3 bi que não saiu do papel
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Master, Fictor e o aporte de R$ 3 bilhões que não saiu do papel

ALive: Master, Fictor e o aporte de R$ 3 bilhões que não saiu do papel
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Megaoperação e liquidação interrompem compra do Master por R$ 3 bi

Durante participação no programa ALive desta terça-feira (18), apresentado por Claudio Dantas, o analista financeiro Hugo Queiroz comentou sobre a proposta do grupo liderado pela holding de investimentos Fictor para adquirir o Banco Master.

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O aporte inicial prometido para a compra era de R$ 3 bilhões, mas o negócio não avançou: horas após o anúncio, a Polícia Federal prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro, em uma megaoperação que investiga a emissão de títulos de crédito falsos envolvendo o banco e o BRB. Na mesma manhã, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Master.

Queiroz destacou que chama atenção o fato de a Fictor não ter patrimônio suficiente para honrar a operação: “Então isso, efetivamente, chama a atenção. Como um grupo que não tem um patrimônio suficiente faz uma proposta dessa? E aí, obviamente, teve o desenrolar de um grupo de Abu Dhabi”.

Para a compra do Master, a Fictor havia formado um consórcio com investidores dos Emirados Árabes Unidos, cujos nomes só seriam revelados na próxima sexta (21). Com a liquidação e a operação, a Fictor desistiu do negócio.

O analista ressaltou que o Brasil não tem histórico de transações efetivas envolvendo instituições financeiras obscuras, apenas anúncios de intenção, e que fatores internacionais podem ter influenciado a decisão do Banco Central de liquidar o Master nesta manhã, apesar de recentes avanços em compliance na região, ainda considerada um paraíso fiscal.

Queiroz também apontou o histórico de fraudes no sistema bancário brasileiro: “Não vamos só dizer aqui do Banco Master, a gente viu americanas, a gente viu mais recentemente a própria Ambipar, que também se valeu de instrumentos de mercado financeiro, mercado estatal”.

“Então, a gente tem visto algumas movimentações na Carbono Oculto [que investiga o uso de postos de combustíveis para lavar dinheiro do PCC], com a REAG. E aí, nesse tocante, por conta de todo esse histórico, é que me dá a impressão de que eles tomaram essa decisão para evitar que seja um escândalo ainda maior”.

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