Alive critica decisão do TSE sobre desfile pró-Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alive critica decisão do TSE sobre desfile pró-Lula

Programa questiona imparcialidade da Justiça Eleitoral em ano de eleição.

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Por Redação

O programa Alive, apresentado por Claudio Dantas nesta sexta-feira (13), comentou o claro favoritismo da justiça eleitoral ao presidente Lula (PT) ao não proibir a homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói durante os desfiles de carnaval.

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Durante a transmissão, Dantas afirmou ter recebido informações de fontes internas do Banco do Brasil sobre possível apoio institucional ao evento. Segundo ele, o banco teria reservado um camarote na Sapucaí para integrantes do governo e repassado cerca de R$ 5 milhões à agremiação.

A polêmica se intensificou após manifestação da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, que votou contra o pedido de liminar que buscava impedir a apresentação do enredo. Em seu pronunciamento, a magistrada afirmou que a Constituição veda a censura, mas não prevê “censura prévia” nos termos colocados no processo.

Para ela, não haveria elementos concretos suficientes que justificassem barrar previamente a apresentação da escola. A ministra ponderou que, embora o ambiente carnavalesco possa ser propício a excessos, eventual irregularidade eleitoral deve ser analisada a partir de fatos concretos.

Dois pesos e duas medidas

Durante o Alive, a cientista política Júlia Lucy afirmou que a decisão contrasta com o que ocorreu em 2022, quando o TSE proibiu a exibição de um documentário da Brasil Paralelo sobre a facada sofrida pelo então presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018.

Naquele episódio, a Corte entendeu que a produção poderia configurar propaganda eleitoral irregular e determinou que o material não fosse exibido no período eleitoral. O documentário sequer chegou a ir ao ar.

Para Lucy, a diferença de tratamento evidencia parcialidade. “Em 2022, o conteúdo foi barrado antes mesmo de ser exibido. Agora, com um samba-enredo que já foi apresentado em ensaios, com letra divulgada e repetindo o nome de um pré-candidato, a Corte entende que seria censura prévia impedir o desfile”, afirmou.

“Ditadura”

A advogada Anne Dias concentrou suas críticas no conteúdo da música e no que classificou como incoerência política. Ela citou nominalmente personagens mencionados no samba, como Zuzu Angel e Rubens Paiva, símbolos da repressão durante a ditadura militar, e afirmou que o enredo ignora episódios recentes.

Anne mencionou o caso de “Clezão”, apelido de Cleriston Pereira da Cunha, que morreu após passar meses preso preventivamente por envolvimento nos atos de 8 de janeiro. Também citou Débora Rodrigues dos Santos, condenada por escrever frase com batom na estátua da Justiça durante os mesmos atos.

Para a advogada, há seletividade no discurso sobre perseguição política.

“Têm coragem de falar sobre presos políticos da ditadura militar, mas fecham os olhos para falar sobre presos políticos em 2026”, disse.

Assista ao programa completo:

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