ALive: "Brasil, o país do futuro... da China", diz Dantas
Brasília, Segunda, 27 de julho de 2026
Política

ALive: Brasil, o país do futuro… da China

Claudio Dantas
Apresentador Claudio Dantas. Foto: Reprodução/ Programa ALive Youtube Claudio Dantas

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Por Redação

Durante o programa ALive, transmitido pelo YouTube nesta segunda-feira (27), o apresentador Claudio Dantas afirmou que o Brasil caminha para se tornar “o país do futuro… da China”, ao comentar a conversa telefônica entre o presidente Lula (PT) e o líder chinês Xi Jinping.

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A declaração foi feita durante um debate sobre a aproximação entre Brasília e Pequim, após o governo chinês declarar apoio ao Brasil “na oposição à interferência externa”. Ao longo do programa, os comentaristas criticaram o alinhamento do governo Lula com a China e avaliaram que o país enfrenta crescente isolamento nas relações internacionais.

O analista econômico Ary Alcântara avaliou que a manifestação de Xi Jinping não representa um respaldo político extraordinário ao governo brasileiro e afirmou que o líder chinês está concentrado na condução dos interesses de seu próprio país.

“Foi buscar lã e saiu tosquiado. O Xi Jinping deu uma declaração formal, praxe. Existe absolutamente nada muito semelhante ao que ele deu pro Irã recentemente. O Xi Jinping tá cuidando dos problemas internos dele. Ele tem muitos problemas internos. Ele tá mantendo umas relações extremamente eficientes com os Estados Unidos. Mantendo inclusive o comércio bilateral organizado. O Xi Jinping tá operando o que a China sabe operar. Ou seja, o Xi Jinping tá operando a China.”

Ao longo de sua participação, Alcântara afirmou que a disputa política atual deve ser analisada sob uma perspectiva ideológica e citou um discurso recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Nós não temos mais esquerda no mundo. Nós temos os comunistas sob nova roupagem.”

O analista também afirmou que, em sua avaliação, o governo Lula busca consolidar um projeto permanente de poder.

“O que o Lula está querendo apresentar ao mundo aqui, e por isso essa eleição talvez seja a mais importante do mundo, é que ele está conseguindo, através de um processo eleitoral discutível, vou só dizer isso, manter-se no poder permanentemente.”

Em outro trecho, Alcântara declarou:

“Eles querem usar o Brasil como uma ponte para plantar um comunismo. Se demorar 10 anos, 10 anos. Se demorar 20 anos, 20 anos.”

Na sequência, o analista internacional Marcos Degaut afirmou que a crescente aproximação entre Brasília e Pequim compromete a autonomia da política externa brasileira.

“Hoje o Brasil é um puxadinho do Estado chinês.”

Degaut afirmou que o Brasil se distanciou do desenvolvimento esperado nas últimas décadas e atribuiu esse cenário às escolhas políticas adotadas no período.

“Você já se perguntou por que esse futuro nunca chegou? Não só nunca chegou, como a distância que separa o Brasil dos países mais desenvolvidos socialmente, economicamente, tem aumentado.”

Segundo o analista, indicadores econômicos, sociais e educacionais demonstrariam uma perda de competitividade do país.

“Se você pegar os dados econômicos e sociais e de infraestrutura do país nos últimos 20 anos, você vai ver que o Brasil regrediu na imensa maioria deles. Na competitividade internacional, no acesso a mercados, no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na força da moeda brasileira. O Brasil tem regredido sistematicamente.”

Ainda durante sua participação, Degaut afirmou que o país vive um processo de isolamento diplomático.

“Hoje nós já vivemos num estado de exceção (…) e isso tudo tem levado ao isolamento crescente do Brasil no cenário internacional.”

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