Donald Trump anunciou há pouco ter fechado acordo comercial e tarifário com a União Europeia. O anúncio foi feito após reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Edimburgo (Escócia).
“A UE vai concordar em comprar dos EUA US$ 750 bilhões em energia”, afirmou Trump. Segundo ele, a UE concordou em investir US$ 600 bilhões nos EUA — acordo semelhante ao fechado com o Japão.
A negociação prevê ainda a redução das tarifas de importação de produtos americanos pelo bloco europeu, de 30% para 15%, com reciprocidade. Para Von der Leyen, o acordo reequilibra a relação e ainda intensifica o comércio.
Mais cedo, em entrevista à Fox News, o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que a nova rodada do tarifaço de Trump entrará mesmo em vigor na próxima sexta-feira, dia 1º de agosto, sem possibilidade de prorrogação do prazo determinado pela Casa Branca.
O Brasil é alvo da tarifas de 50%, a segunda maior aplicada até agora pelos EUA.
MENOS O BRASIL
Até agora, o governo Trump já fechou acordos comerciais com 7 países: Japão (de 25% para 15%), Vietnã (de 46$ para 20%), Indonésia (de 32% para 19%), Filipinas (de 20% para 19%), China (de 145% para 55%) e Reino Unido (10%).
O acordo com Pequim é o único desses que ainda não foi totalmente confirmado, pois há ainda um esforço para se reduzir a tarifa a 30%.
A parceria inclui garantia de fornecimento de ímãs e terras raras para os EUA, que manterão o acesso de estudantes chineses às universidades do país. No caso do Reino Unido, o governo dos EUA concordou também em eliminar tarifas sobre o aço e o alumínio britânicos.
O governo vietnamita concordou em eliminar todas as tarifas para produtos norte-americanos que entram no país.
