Alerta: Google assume pressão do governo Biden para censurar canais - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Alerta: Google assume pressão do governo Biden para censurar canais

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Por Marília Rodrigues

Carta ao Congresso diz que exigência por remover conteúdo foi “inaceitável e errada”

O Google afirmou, em carta enviada hoje ao Comitê Judiciário da Câmara dos EUA, que funcionários do alto escalão do governo Biden pressionaram a empresa para remover do YouTube conteúdos sobre Covid e eleições que não violavam as políticas da plataforma. No mesmo documento, a companhia anuncia que oferecerá oportunidade de retorno a todos os criadores banidos por “discurso político”.

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A carta, assinada pelos advogados da Alphabet, empresa controladora do Google e YouTube, diz que a plataforma “valoriza as vozes conservadoras em sua plataforma”. A carta diz, ainda, que “independentemente do clima político, o YouTube continuará a permitir a liberdade de expressão em sua plataforma, particularmente no que se refere a temas sujeitos a debate político”.

O presidente do Comitê, deputado Jim Jordan, comemorou no X: “Graças aos nossos esforços de fiscalização, o GOOGLE se compromete a oferecer a TODOS os criadores (…) a possibilidade de retornar à plataforma”. Em outro post, ele disse que o YouTube reconheceu que a pressão da Casa Branca por censura foi “inaceitável e errada”.

Regras e retorno ao YouTube

Segundo o Comitê, o Google admitiu que houve pressão para retirar conteúdos que não violavam regras e classificou a tentativa de interferência como “inaceitável e errada”. A companhia também declarou que “debate público não deve depender de ‘autoridades’” e prometeu não voltar a utilizar “fact-checkers” de terceiros para moderar conteúdo.

A empresa ainda não detalhou como será o retorno dos canais banidos e se serão monetizados ou não. Segundo reportagem da Business Insider, o porta-voz da empresa apenas afirmou que a empresa “tem mais a dizer nas próximas semanas”.

O Comitê também registrou sua preocupação com o impacto de marcos regulatórios europeus, que poderiam forçar a remoção de “conteúdo lícito” e afetar o discurso legal de americanos em plataformas digitais.

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