Alcolumbre agenda votação de veto ao PL da Dosimetria para 30 de abril
Brasília, Sexta, 10 de julho de 2026
Política

Alcolumbre agenda votação de veto ao PL da Dosimetria para 30 de abril

Congresso deve decidir sobre proposta que altera penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro

Davi Alcolumbre
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou sessão conjunta para o próximo dia 30 de abril com um único item na pauta: a análise do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (9), por meio de nota oficial da Presidência do Senado.

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O veto em questão foi imposto pelo presidente Lula (PT) ao projeto que altera critérios de dosimetria penal e pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A deliberação pode manter ou derrubar a decisão do Executivo.

Na véspera, Alcolumbre já havia sinalizado a intenção de levar o tema ao plenário “o mais rápido possível”, destacando, no entanto, a necessidade de articulação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma vez que a sessão ocorre no plenário da Casa Baixa. Segundo ele, embora a prerrogativa de pautar seja de sua competência, a definição do calendário envolve negociação política.

Entenda:

O projeto, aprovado pelo Legislativo em dezembro, surgiu inicialmente como uma proposta de anistia ampla aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Após resistências, o texto foi reformulado e passou a tratar da revisão das penas, com mudanças como a limitação da soma de condenações para crimes cometidos no mesmo contexto e regras mais flexíveis para progressão de regime.

Para que o veto seja derrubado, é necessária maioria absoluta em sessão conjunta: ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Nas votações originais, o projeto superou esses patamares, com 291 votos favoráveis na Câmara e 48 no Senado.

A análise do veto ocorre sob forte pressão política. Parlamentares da oposição tratam o tema como prioridade, argumentando que as penas aplicadas pelo Judiciário foram desproporcionais.

Já o governo defende a manutenção do veto como forma de preservar o entendimento de que os atos configuraram uma tentativa de ruptura institucional.

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